quarta-feira, 11 de abril de 2012

Conversas...

Eu estava aos pulos e a dançar e a M olhava-me fixamente, quase sem expressão. E perguntei-lhe: - A mãe é muito maluca, não é filha?/ (silêncio)/ - Gostas que a mãe dance? / M- Não./ - E que a mãe cante?/ M- Não. / - Como é que gostavas que a mamã fosse?/ (silêncio...) M- Como tu és.

Eu- Gostas das minhas maminhas?
R- (ri-se todo e diz que sim)
Eu- Gostas do meu cabelo?
R- (ri-se todo e diz que sim)
(o R adora mexer-me no cabelo, enrola-o nos dedos quando está a mamar ou quando está simplesmente ao colo, às vezes agarra-me os cabelos a dormir na cama e acorda-me com beijos na boca... é tão sexy!)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

E a vida muda...

“Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de estar a agir correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo”.

José Saramago


ps- a minha nova amiga, a I., enviou-me e eu identifiquei-me...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fases

Noto que de vez em quando surge uma fase difícil com cada um dos meus bebés. Por exemplo, com a M, ela chora imenso e grita quando a vida não lhe corre como quer. O R fica irritado e refilão, quando saio do horizonte dele grita e chora como se não houvesse amanhã. Nesses dias pensamos: "filhos, voltem, por favor, tenho saudades que seja fácil e bom... vocês são tão fofinhos, onde é que vocês estão?". Por sua vez, nós ficamos insuportáveis, chatos e com menos paciência. E quando passam essas fases dizemos: "voltaste... que bom!!!" e também nós voltamos a nós. É precisamente nessas fases que gostava de ter mais paciência, pois quando as pessoas estão em baixo é quando precisam mais de nós... assim será com os nossos filhos. Mas não é fácil. Primeiro porque nasce um medo no meu peito que diz: "e se isto não é uma fase, mas uma mudança... permanente!?". E depois, nem sempre é fácil ouvir e aceitar o sofrimento dos outros, os gritos, o choro... custa ouvir, um bocadito aceita-se, mas quando começa a entrar nas profundezas do nosso cérebro o stress familiar instala-se. Normalmente, nesses momentos, eu e o T discordamos dos métodos e também começamos a discutir e há breves segundos em que me apetece dar um mergulho e não ouvir nada... Mas não há nada a temer, eles voltam sempre e nós também. Confiando nisso é tudo mais fácil... ou pelo menos devia ser!

Mamocas

- Mãe, não achas que as minhas mamocas estão maiores?
- ...Não sei, o que é que tu achas, filha?
- Acho que sim.
- Gostavas de ter as mamocas grandes?
- Sim.
- Como é que gostavas que elas fossem?
- Não sei... como as da mãe da A (a amiga do coração)....

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mãe ou filha?

Hoje pus um lenço, porque o casaco de malha me pica um pouco o pescoço e a M disse-me: "- Pareces uma mãe!". E eu perguntei-lhe o que é que pareço normalmente e ela respondeu: "- Uma filha!". És mesmo gira M!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um sorriso que enche uma cara

A minha linda M fez 4 anos. Acordou com um grande sorriso: "Hoje fazes anos, filha!". Ela sabia. Contava os dias há já algum tempo e todos os dias perguntava "é hoje?". E finalmente chegou o dia. Vestiu-se toda contente, com a camisola da Miffy que comprámos na feira da ladra daqui do sítio e que custou 50 cêntimos, mas que ela adorou e guardou para o dia de anos... ficou linda, claro! Tomou o pequeno-almoço, numa cadeira enfeitada com flores (azedas, que ela tanto gosta!) foi para a escola, sempre com aquele sorriso. Queria muito fazer a festa de anos na escola. Quando a deixei, os amigos já sabiam "hoje a Maria faz anos", e ela iluminava-se de felicidade. A seguir ao almoço eu e o R fomos à festa da escola. Duas amigas, o sol e a lua, puseram-lhe uma capa e uma coroa e sentaram-na numa cadeira decorada com um lenço. Ela não tirou nunca aquele sorriso maravilhoso da cara, a disfrutar cada instante (ela já tinha ensaiado esta festa muitas vezes com os seus bonecos e com os pais a fazer de colegas). A professora contou uma história linda em que falava do nascimento da Maria na nossa família como um anjo que vinha à terra e nos escolhia para a receber e amar. Depois contou coisas sobre os quatro anos dela (que tinha previamente perguntado aos pais), à medida que acendia as quatro velas. Quando terminou a história, cantaram-se os parabéns (mais umas músicas da escola) e comeu-se o bolo (que ficou bem pequeno, mas que foi feito com muito carinho pela M, por mim, pelo pai e, claro sempre com a presença do R). Percebi porque é que ela quis tanto esta festa, fizeram-na mesmo sentir especial... Depois fomos para casa, preparámos as coisas e abalámos para Lisboa, os quatro. Nem as horas de viagem lhe fizeram esmorecer a felicidade. Quando chegámos, os avós, os primos, os tios fizeram-lhe uma grande festa, deram-lhe presentes. Jantou-se, sopraram-se mais umas velas, e conversou-se e ela por lá andava a sorrir. Deitou-se tarde, já depois da meia-noite. E só chorou quando viu que não tinhamos levado o "andanças" para dormir... a mãe esqueceu-se, lembrou-se da Inês e da tartaruga, mas o "andanças"... mas perdoou-me e adormeceu... quando se deitou fiquei a pensar se ela se tinha continuado a sentir especial durante todo o dia, fiquei um bocadito com a sensação de que podíamos ter feito mais festa, que lhe podiamos ter dado mais atenção à noite... mas o T disse: "oh 'mor, dorme" e eu dormi! E ela prolongou o seu sorriso pelo dia seguinte em que teve uma grande festa de anos cheia de amigos e a presença da sua amiga do coração, a Alicinha... e o presente preferido foi... um par de sapatos altos! Haviam de ver o sorriso quando os calçou... não cabia na cara!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

UMA FLORESTA NUMA CAIXA

Não tenho conseguido escrever muito frequentemente, mas tenho tentado trabalhar nas sestas do R e não são assim tão longas, por isso tenho de aproveitá-las. Agora, estou com os dois, M e R, em casa a gozar as férias de Natal. Namoramos, passeamos, visitamos amigos e recebemos visitas... é mais ou menos assim que passamos os dias. Vi num livro uma ideia que achei muito engraçada para fazer com eles, e como receberam utensílios para a horta no Natal, foi uma boa maneira de os experimentar. Então, a ideia é fazer uma floresta ou uma horta numa caixa de madeira, daquelas da mercearia. Põe-se terra e depois é só imaginar o que se quiser. Podem-se pôr árvores, lagos, riachos, pedras mágicas, duendes, fadas e um sem fim de coisas. Nós ainda só pusémos a terra e já lá vão dois dias, mas eu estou ansiosa por fazer este nosso projecto... mas acho sinceramente que sou a que estou mais excitada com a brincadeira...